Night drive oferecido pelo Kruger: nossa primeira decepção

Caminhão que faz os safáris oferecidos para quem se hospeda nos rest camps do Kruger, na África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Capítulo 11 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

O Kruger, na África do Sul, oferece passeios guiados para os turistas que se hospedam em rest camps. Você pode escolher entre um safári pela manhã (morning drive), safári para ver o pôr do sol (sunset drive), focagem noturna (night drive) ou caminhada (bush walk). Também é possível fazer um churrasco (braai) ou tomar café da manhã no meio da savana africana.

[Veja a introdução e o sumário da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul]

[Veja o capítulo 10 da série Kruger: guia prático para organizar eu primeiro safári na África do Sul]

Para o nosso primeiro passeio com um guia do parque escolhemos a focagem noturna. Como os carros precisam voltar antes do fechamento dos portões dos rest camps, não é possível circular no parque com seu carro durante o horário da night drive. Assim, achávamos que era uma boa oportunidade para procurar bichos que a gente ainda não tinha visto.

Infelizmente pegamos um guia que não era muito bom. Na minha opinião ele era mais um motorista. Na hora de começar o passeio ele entregou uma lanterna com luz bem forte para um turista que estava sentado no último banco do lado esquerdo do caminhão e disse pra ele procurar os bichos sem passar nenhuma outra instrução e convidou quem tinha lanterna para procurar por animais também. Depois acendeu duas lanternas fixas, uma de cada lado do veículo, ligou o caminhão e lá fomos nós.

Em todos os meus anos como guia no Pantanal e na Amazônia e nas minhas viagens para Tanzânia e Botsuana nunca havia visto isso. Eu nunca entregaria a lanterna para um turista procurar os animais em meu lugar. O guia sabe os territórios dos animais, sabe os melhores lugares para procurar por cada espécie e sabe como se comportar quando acha qualquer bicho.

O nosso motorista escolheu um caminho com vegetação densa, o turista que estava com a lanterna não conseguia acompanhar a velocidade e escaneava pouco o ambiente. Eu achei uma lebre usando as luzes laterais, mas foi bem rápido. Não estávamos vendo nada.

Bufo-malhado/ Spotted eagle owl (Bubo africanus). O único animal que vimos bem, e por um tempo considerável, durante a focagem no Kruger, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Uma mulher pediu para focar. Logo depois ela achou um bufo-malhado (spotted eagle owl) que ficou por algum tempo pousado no galho. Porém, toda vez que a mulher achava alguma coisa, o motorista passava muito do ponto porque estava muito rápido e tinha que dar ré.

Com o barulho e a demora os bichos fugiam antes da gente conseguir observá-los. Tivemos um relance de uma gineta (genet) que se escondeu nos galhos das árvores e perdemos um civet que eu tanto queria ver. Ambos pertencem à família dos viverrídeos, que não é encontrada nas Américas.

O motorista nem checava o que nós estávamos vendo e , em algumas vezes, não disse nem o nome do bicho. Eu estava tão nervoso que nem me importei quando começou a chover. Baixamos as janelas de plástico mas muita água continuava entrando pela frente do caminhão que era aberta. Ficamos encharcados, mas achei bom negócio voltarmos mais cedo para descansar mais para o safári da manhã do dia seguinte rumo à Lower Sabi rest camp.

Veja o capítulo 12 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Veja o Roteiro: 20 dias na África do Sul de carro

DICAS

  • Não é preciso agendar passeios no Kruger com muita antecedência: Os rest camps tem caminhões e guias suficientes para a demanda de turistas que querem fazer passeios guiados. Assim que chegar no rest camp vá à recepção para chegar a disponibilidade. De qualquer forma, é possível reservar pelo site do SanParks
  • Dê uma chance aos guias do Kruger: Só porque tivemos uma experiência ruim não quer dizer que todos os passeios oferecidos pelo Kruger são ruins. Demos o azar de pegar um guia que não dava a mínima para a experiência que ele estava proporcionando aos hóspedes. Mas é claro que existem guias bons no parque, que se preocupam em oferecer um passeio de qualidade.
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