Berg-en-Dal – Skukusa: boa rota para cachorro-selvagem, guepardo e rinoceronte no Kruger

Rinoceronte-branco, cachorro-selvagem e guepardo – Fotos: Fábio Paschoal

Capítulo 5 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Após nosso encontro com os cachorros-selvagens-africanos no começo da H3 (veja o post anterior), seguimos um pouco pela estrada de asfalto até virarmos à esquerda na estrada de terra S114. Tanto H3 quanto a S114 são boas, mas estradas de terra costumam ser menos concorridas do que as de asfalto.

[Veja a introdução e o sumário da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul]

[Veja o capítulo 4 da série Kruger: guia prático para organizar eu primeiro safári na África do Sul]

Estávamos andando lentamente pela S114, não havia nenhum outro carro conosco e tudo estava tranquilo. A gente sabia que era uma rota boa para rinocerontes, então desafiei a Vanessa “Vamos ver quem vê o primeiro…” Não deu tempo de completar a frase. Atrás da grama alta avistamos três rinocerontes-brancos. Estavam pastando calmamente ao lado da estrada. Além de serem grandes e fortes, ainda vêm armados com chifres afiados. São animais impressionantes.

Rinocerontes-brancos/ White rhinos (Ceratotherium simum)no Kruger, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Ficamos sozinhos com eles por mais ou menos meia hora. Quando um carro parou atrás de nós, decidimos continuar o caminho. Porém, a vegetação naquela parte era densa e achamos melhor pegar a H2-2 e voltar para a H3.

Após meia hora pelo asfalto vimos mais dois rinocerontes-brancos atravessando a estrada. Ia parar para observar os bichos, mas logo à frente havia uma concentração de carros. Não pensei duas vezes: acelerei até o local. Porém, quando chegamos não dava pra ver nada além da grama alta.

Os cornos de rinocerantes – feitos de queratina (mesma substância encontrada em nossas unhas) – são utilizados na medicina chinesa para o tratamento de doenças, incluindo o câncer. Infelizmente, esses gigantes sofrem com à caça ilegal para abastecer esse mercado mesmo sem estudos que comprovem a eficácia do tratamento – Foto: Fábio Paschoal

Perguntei para um ranger que estava no carro ao lado “O que vocês estão vendo?” Ele respondeu “Era um guepardo, mas ele deitou faz um tempo.”

Mesmo assim, decidi reposicionar o carro e começamos a procurar com os binóculos na direção em que o ranger tinha apontado. Ficamos por lá alguns bons minutos e eu já estava desistindo, mas a Vanessa foi firme e forte e me fez ficar ali. Ela não abaixava o binóculo de jeito nenhum. Foi aí que uma cabeça apareceu entre os arbustos! Era nosso primeiro felino no Kruger!

Guepardo, o mamífero terrestre mais rápido do planeta – Foto: Fábio Paschoal

Logo ao lado, alguns impalas que – assim como eu – não haviam percebido que o felino estava ali, se aproximavam cada vez mais do predador. De repente, o guepardo saiu do esconderijo, partiu pra cima dos antílopes e, para a nossa surpresa, foi seguido por outro guepardo!

Os impalas correram por suas vidas, conseguiram se salvar e os felinos ficaram expostos para o delírio de todos nós! Logo depois, um terceiro guepardo chegou, mas os predadores haviam sido descobertos e abortaram a missão. Que experiência fantástica!

[para saber mais sobre guepardos, veja o post Guepardo: o felino especialista em velocidade da série África Selvagem: Em Busca da Grande Migração]

Como o sol já estava forte e a atividade começava a cair, era hora de seguir pra Skukuza.

Veja o capítulo 6 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Veja o Roteiro: 20 dias na África do Sul de carro

Rota entre Berg-en-Dal e Skukuza. Seta preta: local em que vimos o guepardo. Setas laranjas: locais em que vimos rinocerontes-brancos (clique para aumentar o mapa)

DICAS

  • Estradas de terra são menos concorridas do que estradas de asfalto: Você pode ir de Berg-en-Dal para Skukuza  pela estrada de asfalto H3. Caso esteja muito lotada, pegue a estrada de terra paralela S114.
  • Se tiver um dia para visitar o Kruger e seu portão de entrada é o Malelane: você pode pegar a S114, ir até Skukuza para almoçar no restaurante do rest camp. Se tiver tempo, explore estradas próximas e depois volte pela H3 até Malelane.
  • Existem pontos de parada nas estradas asfaltadas: com local para piquenique sombreado, lojinha (com poucas opções de souvenirs comparada com a loja de Skukuza), fast-food e churrasqueira. O único problema é que essas paradas não são cercadas como os rest camps. O ponto de parada da H3 é Asfaal, um dos melhores lugares para ver leões no Sul de Kruger.
  • Examine os afloramentos rochosos na H3: Procure pelas pedras mais planas. Os leões às vezes são vistos de pé nas rochas procurando por presas.
  • A estrada H3 é uma das melhores estradas do Kruger: A rota entre o portão Malelane e Skukuza pela H3 está entre as 10 melhores rotas do Kruger, eleitas pelo site do parque.
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2 thoughts on “Berg-en-Dal – Skukusa: boa rota para cachorro-selvagem, guepardo e rinoceronte no Kruger

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