Berg-en-Dal: ótima opção de hospedagem no Sul do Kruger

Entrada do Berge-en-Dal Camp, Kruger National Park, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Capítulo 2 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Berg-en-Dal fica na parte Sul do Kruger National Park, a 12 quilômetros do portão Malelane. É uma excelente opção de hospedagem para quem está chegando tarde ou precisa sair cedo. Reservamos a primeira e a última noite nesse acampamento para fazermos nosso primeiro e último safáris no parque com tranquilidade.

[Veja a introdução e o sumário da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul]

[Veja o capítulo 1 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul]

Localizado ao lado do rio Majulu, é um dos rest camps mais novos e é o único do Kruger em área acidentada de montanhas. É famoso por ficar em uma região muito boa para cachorros-selvagens-africanos, mas não tem a abundância de vida selvagem encontrada em outros lugares do parque.

Restuarante e praça de alimentação do Berg-en-Dal, Kruger National Park, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Logo que chegamos, fomos para a área comum do rest camp e ficamos encantados com a estrutura do lugar. Restaurante, sala de conferência, uma grande loja para comprar souvenirs (com bastante variedade e qualidade), mercado (e que mercado, tem tudo o que você precisa), posto de gasolina, banheiros, piscina etc. Tudo muito limpo e bem cuidado. Em frente ao restaurante foi construída uma represa. Assim, sempre tem água próxima ao acampamento, a vida selvagem se aproxima para beber durante o ano inteiro e você pode observá-la durante o almoço.

Seguindo o leito do rio, tem a Trilha do Rinoceronte (protegida por cerca elétrica). Leva 45 minutos, tem uma corda guia e quadros de informação em braille para deficientes visuais, além de ser acessível para cadeira de rodas. Fiz apenas o começo da trilha e, de cara, tinha um grupo de inhacosos (esse era o nome em português que encontrei na Wikipedia. O nome em inglês é waterbuck), logo depois apareceu um nyala.

O inhacoso (Kobus ellipsiprymnus) macho possui chifres, a fêmea não. Em inglês são chamados de waterbucks (antílope d’água) porque não toleram temperaturas quentes e estão sempre próximos de lagos ou rios. Também são chamados de sentadores de privada (toilet seaters) por causa do círculo branco na parte traseira- Foto: Fábio Paschoal

É fácil identificar um nyala (Tragelaphus angasii) macho porque ele tem chifres e as fêmeas não. É um animal tímido e o melhor jeito para observá-lo é ficar próximo a um lago, rio ou represa, e esperar que ele venha matar a sede – Foto: Fábio Paschoal

Fique atento para o alto das árvores porque o turaco-de-crista-violeta (uma ave linda que não existe no Brasil) pode ser observado no local.

Como já estava escurecendo nos dirigimos para a recepção. Fizemos o check in, recebemos um mapa do acampamento e a chave do nosso chalé. Decidimos deixar as coisas no quarto e voltar para jantar, mas quando chegamos no bangalô não estávamos preparados para o que iríamos encontrar.

Bangalô do Berg-en-Dal, Kruger National Park, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Que estrutura! Como éramos marinheiros de primeira viagem paramos em Nelspruit e compramos coisas que não eram necessárias, como talheres por exemplo. Tudo o que nós precisávamos, e até o que não precisávamos, estava ali. Tinha torradeira, uma garrafa daquelas que esquenta a água pra fazer chá e até um fuê (aquele negócio chique para misturar coisas). E claro, tinha churrasqueira.

Decidimos desencanar do jantar no restaurante, acendemos o carvão e fizemos nosso primeiro braai, que é como os sul-africanos chamam o churrasco (também compramos carne em Nelspruit, mas tinha várias opções de carne, além de cervejas variadas, no mercado do camp).

 

Com os estômagos forrados, Vanessa e eu fomos para a cama felizes por estarmos em um lugar tão bacana, mas pesarosos de ter que deixar Berg-en-Dal na manhã seguinte. O local de destino: Skukusa rest camp, o horário de saída: 4h30. Era hora de dormir para encarar o safári da manhã seguinte.

Veja o capítulo 3 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Veja o Roteiro: 20 dias na África do Sul de carro

DICAS

  • Você também pode acampar com sua barraca ou motorhome. Como os rest camps são cercados com cerca elétrica, não há perigo. É uma opção que sai mais barata do que ficar no bangalô. Tem cozinha e banheiros comunitários  para quem ficar na área de camping.
  • Compre um mapa na loja do primeiro rest camp que visitar: Recomendamos Kruger Park Map & Guide. Esse guia foi feito pelo casal Andy & Lorrain que frequenta o Kruger a mais de vinte anos. Além dos mapas você vai encontrar as melhores rotas para fazer em cada setor do parque.
  • Os restaurantes dos camps principais são bons e baratos: Os pratos principais giram em torno de 80 a 110 rands (entre 20 a 30 reais).
  • Saia cedo, assim que os portões se abrem: Assim você aumenta suas chances de ver predadores noturnos (como leões e leopardos) em atividade.
  • Para fazer o check out é só depositar a chave em uma caixinha na saída: Veja o vídeo abaixo. A gente não sabia disso e ficamos procurando o lugar de deixar a chave por meia hora, até que perguntamos para um casal que estava passando e nos salvou.

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