Kruger: chegada pelo portão Sul (Malelane Gate)

Observando girafa-do-sul/South African giraffe (Giraffa giraffa) em safári no Kruger National Park, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Capítulo 1 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Pegamos o carro no aeroporto de Johannesburgo com uma única ideia na cabeça: safári no Kruger. O caminho é bem tranquilo, é só pegar a estrada N12 até Witbank, virar na N4 e seguir até Nelspruit, onde você pode abastecer e fazer compras no supermercado. Depois siga as placas até o Malelane Gate, o portão mais ao Sul do parque. A viagem é tranquila porque a estrada é muito boa e a internet do celular funciona bem (compramos chips da Vodacom no aeroporto e usamos o Waze). Você só precisa se adaptar à dirigir na mão inglesa (volante no lado direito do carro).

[Veja a introdução e o sumário da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul]

Após umas 5 horas de viagem, chegamos no portão de entrada. Um ranger checou o porta-malas do carro, pediu para descermos e nos dirigirmos à recepção. Apresentamos nossos passaportes e os vouchers dos rest camps onde íríamos ficar para o recepcionista, que nos devolveu um folder com as regras do parque. Perguntei se tinha mapa, mas ele disse que eu poderia comprar em Berg-en-Dal, nossa primeira hospedagem. Já tinha feito o download do mapa com as estradas do sul do parque no tablet e no celular, então fiquei tranquilo.

Apesar do nome, o abelharuco-europeu/ European bee-eater (Merops apiaster) também é encontrado na África – Foto: Fábio Paschoal

Como ainda eram 15h00 e os portões dos acampamentos fechavam às 18h30 decidimos aproveitar nosso tempo e fazer um caminho mais comprido para chegar à Berg-en-Dal. Meus olhos não paravam de se mexer. Checavam todos os lados a cada centímetro. Estava maluco para saber qual seria o primeiro animal que veríamos. Ele chegou rápido e parou ao lado do carro! As cores eram vivas: garganta amarela, peito azul, costas alaranjadas, cabeça castanha, olhos vermelhos com uma faixa preta na cara. Era o abelharuco-europeu (european bee-eater), uma ave comum, mas espetacular!

Seguimos viagem, e quando fizemos a curva, lá estavam eles, do outro lado do rio: uma manada de elefantes! É claro que o maior animal terrestre do mundo não foi difícil de achar, mas era nosso primeiro mamífero no nosso primeiro self drive no Kruger, na África do Sul!

Elefantes/ Elephants (Loxodonta africana) no Kruger National Park, África do Sul – Foto: Fábio Paschoal

O caminho estava ótimo, cheio de bichos! mas o horário de fechamento dos portões se aproximava e, como não queríamos pagar multa, começamos a dirigir mais rápido. Tome cuidado, porque existem estradas que não estão no mapa do Kruguer. Elas são usadas só pelo pessoal do parque e são proibidas para turistas. Estão sinalizadas por uma placa com uma bola vermelha cortada por uma linha branca. Na pressa quase entramos em uma, mas a Vanessa viu a placa e nós resolvemos perguntar. No final estávamos ao lado do rest camp e conseguimos entrar com dez minutos de sobra. Era hora de conhecer Berg-en-Dal.

Veja o capítulo 2 da série Kruger: guia prático para organizar seu safári na África do Sul

Veja o Roteiro: 20 dias na África do Sul de carro

Mapa do Sul do Kruger National Park. O caminho em azul marca a nossa rota (Clique para ampliar)

DICAS

  • Faça as reservas com muita antecedência: O ideal é fazer as reservas um ano antes da viagem. Reservamos com 6 meses de antecedência e havia poucas opções de acomodação, mas conseguimos os rest camps que a gente queria.
  • Faça as reservas pelo site do SanParks: Além de ter desconto de 5% para reservas online você não depende dos agentes de viagens. Eles demoram para responder e você pode acabar perdendo o quarto ou até mesmo o rest camp.
  • Programe-se para ficar hospedado em rest camps diferentes: Os rest camps são locais de hospedagem oferecidos pelo Kruger. São todos cercados com cerca elétrica para impedir a entrada de animais de grande porte. O ideal é ficar em rest camps diferentes para explorar diferentes áreas do parque.
  • Não é preciso alugar um 4×4: Existem muitas estradas asfaltadas dentro do parque, mas na temporada de chuvas (outubro a fevereiro) é melhor evitar as estradas de terra ou pensar em alugar um carro com tração nas quatro rodas. No entanto, o clima está mudando muito devido ao Aquecimento Global e essa divisão em temporadas não é tão clara como costumava ser. Fomos em Janeiro e estava bem seco, fizemos tudo em um Clio e não tivemos problemas.
  • O Melalane Gate não é o unico protão de entrada no Kruger: o portão mais ao Sul do parque é o mais próximo para quem vem de Johannesburgo, mas existem mais oito opções para entrar de carro que você pode usar. Se preferir, é possível pegar um avião e descer no aeroporto do Skukuza, rest camp dentro do parque.
  • Cheque os horários de abertura e fechamento dos portões do parque e dos rest camps: Os horários mudam no verão e no inverno. Entre no site do Kruger para checar
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