Tartarugas marinhas: temporada de reprodução 2016/2017 ameaçada

A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) se encontra criticamente ameaçada de extinção segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

A 36ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas sob a proteção do Tamar vai começar. De setembro a março o litoral brasileiro é visitado por quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no país (a tartaruga-verde se reproduz em ilhas oceânicas de dezembro a julho). As mães voltam às praias onde nasceram para cavar um buraco e deixar seus ovos. Assim que os filhotes nascem, começam uma jornada em direção ao oceano e à maturidade. Apenas uma pequena parcela, contudo, conseguirá chegar à idade adulta.

As ameaças às tartarugas marinhas começam antes mesmo delas nascerem. Muitos ninhos ficam em praias movimentadas e podem ser pisoteados ou atacados por animais domésticos. A iluminação artificial é outro problema: além de desorientar os filhotes, que podem morrer por desidratação, ela pode espantar as mães que estão prestes a desovar.

Ainda há o lixo: na areia, atrapalha as fêmeas que querem construir os ninhos e os filhotes que precisam chegar ao mar; no oceano, pode ser confundido como alimento e às vezes é engolido por engano, podendo matar o animal.

Mas, a maior ameaça é a captura incidental pela pesca. “Mesmo com resultados positivos e números crescentes indicando o início da recuperação de algumas espécies, principalmente da tartaruga-cabeçuda e da tartaruga-oliva, os registros de pescaria de espinhel e arrasto preocupam”, afirma Neca Marcovaldi, oceanógrafa do Tamar responsável pelas ações de pesquisa e conservação.

Equipe do Tamar e pescadores locais fazendo medições em uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) - Foto: Banco de imagens Tamar

Equipe do Tamar e pescadores locais fazendo medições em uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) – Foto: Banco de imagens Tamar

Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é monitorada pela equipe do Tamar – Foto: Banco de imagens Tamar

Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é monitorada pela equipe do Tamar – Foto: Banco de imagens Tamar

Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) sendo monitorada pela equipe do Tamar – Foto: Banco de imagens Tamar

Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) sendo monitorada pela equipe do Tamar – Foto: Banco de imagens Tamar

Uma das funções da equipe do Tamar durante a temporada de desova das tartarugas marinhas é a coleta de amostras de pele para estudos genéticos - Foto: Banco de imagens Tamar

Uma das funções da equipe do Tamar durante a temporada de desova das tartarugas marinhas é a coleta de amostras de pele para estudos genéticos – Foto: Banco de imagens Tamar

Para garantir o sucesso reprodutivo das tartarugas marinhas, as bases do Tamar em áreas de reprodução no litoral (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro) intensificam o trabalho nas praias e no mar durante esse período. A equipe do projeto monitora cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

As mães são identificadas assim que chegam às praias para desovar. A equipe também coleta amostras de pele para a realização de estudos genéticos. Os ninhos são escavados para coleta e análise de dados, como o tempo de incubação e a taxa de eclosão e espécie, entre outros.

Se algum ninho estiver em local perigoso, os ovos são transferidos para outros trechos da praia mais seguros ou são colocados em cercados de incubação nas bases do Tamar. O momento de abertura dos ninhos pode ser acompanhado nos centros de visitantes e acontece em maior intensidade entre novembro e fevereiro.

Tartaruga-verde (Chelonia mydas) desovando - Foto: Banco de imagens Tamar

Tartaruga-verde (Chelonia mydas) desovando – Foto: Banco de imagens Tamar

Equipe do Tamar monitora filhotes de tartarugas após a abertura de ninho. A atividade pode ser acompanhada nos centros de visitantes das bases localizadas em áreas de reprodução (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro). A temporada de desova vai de setembro a março, mas o melhor período para ver os filhotes é entre novembro e fevereiro - Equipe do Tamar e pescadores locais fazendo medições em uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) - Foto: Banco de imagens Tamar

Equipe do Tamar monitora filhotes de tartarugas após a abertura de ninho. A atividade pode ser acompanhada nos centros de visitantes das bases localizadas em áreas de reprodução (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro) – Foto: Banco de imagens Tamar

O trabalho de educação ambiental e inclusão social, que já é feito junto às comunidades locais e aos turistas, continua e pode ser responsável pela manutenção de cerca de 80% dos ninhos no local original.

Nessa temporada, o projeto segue na luta pela conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil.

Na luta pela conservação das tartarugas-marinhas, o Tamar realiza um trabalho de educação ambiental junto às comunidades locais e aos turistas - Foto: Banco de imagens Tamar

Na luta pela conservação das tartarugas marinhas, o Tamar realiza um trabalho de educação ambiental junto às comunidades locais e aos turistas – Foto: Banco de imagens Tamar

Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte, Bahia - Foto: Banco de imagens Tamar

Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte, Bahia – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) está ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) está ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) está ameaçada de extinção segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) - Foto: Marta Granville

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) é considerada vulnerável segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Marta Granville

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é considerada criticamente ameaçada de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) - Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é considerada vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é considerada vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é considerada vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

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