Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira completa 20 anos

 A anta-brasileira (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre da América do Sul. Considerada a "jardineira da floresta" por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuiu para a formação e manutenção da biodiversidade das matas onde vive. A espécie é considerada vulnerável pela Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) - Foto: INCAB/IPÊ


A anta-brasileira (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre da América do Sul. Considerada a jardineira da floresta por ser uma excelente dispersora de sementes e contribuir para a formação e manutenção da biodiversidade das matas onde vive. O animal da foto está com um rádio-colar que ajuda na obtenção de dados sobre a área de vida e ajuda a localizar cada indivíduo. A espécie é considerada vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: INCAB/IPÊ

A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), celebra 20 anos em 2016. O projeto, coordenado pela pesquisadora Patrícia Medici, preparou diversos eventos comemorativos para celebrar esse marco para a conservação da espécie.

As duas décadas de estudos resultaram no mais completo e detalhado banco de dados do mundo sobre a anta-brasileira, também conhecida como anta-sul-americana. As informações geradas são fundamentais para planejar ações efetivas para a conservação da espécie nos âmbitos regional e nacional.

Equipe da INCAB coleta dados de uma anta que serão utilizados para ajudar na conservação da espécie (o animal foi liberado após o procedimento) - Foto: INCAB/IPÊ

Equipe da INCAB coleta dados de uma anta que serão utilizados para ajudar na conservação da espécie (o animal foi liberado após o procedimento) – Foto: INCAB/IPÊ

O status de conservação da anta-brasileira é acompanhado de perto por Patrícia Medici desde 1996. A engenheira florestal iniciou os estudos na região do Pontal do Paranapanema, extremo oeste do estado de São Paulo, com o Programa Anta Mata Atlântica. O projeto foi realizado até 2007 e levantou dados sobre o impacto da fragmentação florestal e da paisagem fragmentada na sobrevivência dos indivíduos e sobre sua ecologia espacial, genética e saúde.

Em 2008 o projeto foi ampliado, mudou o nome para Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira e ganhou um novo objetivo: mapear as principais ameaças e o status de conservação das antas em todos os biomas em que a espécie ocorre no Brasil. Atualmente o projeto se encontra no Pantanal e no Cerrado. Futuramente, a Amazônia também fará parte dos estudos da INCAB.

Pesquisadores da INCAB rastreiam uma anta que recebeu um rádio-colar - Foto: INCAB/IPÊ

Pesquisadores da INCAB rastreiam uma anta que recebeu um rádio-colar – Foto: INCAB/IPÊ

“O nosso grande diferencial é a pesquisa científica de longa duração, que é de extrema importância no processo de gerar informações para alimentar e subsidiar o desenvolvimento de ações de conservação realistas e efetivas. Grande parte das informações que utilizávamos anteriormente para avaliar o risco de extinção das antas na natureza provinha de estudos em cativeiro. Atualmente, depois de trabalhos de pesquisa rigorosos na Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado, contamos com um banco de dados consolidado com informações de antas em vida selvagem. Podemos, por exemplo, calcular alguns parâmetros reprodutivos da espécie tais como índices de mortalidade de filhotes, intervalos entre nascimentos, com base em nossos resultados de pesquisa”, diz Patrícia, coordenadora da INCAB.

Patricia Medici, coordenadora da INCAB, checa uma armadilha fotográfica. o equipamento é utilizado para registrar quais espécies são encontradas em um local - Foto: NCAB/IPÊ

Patricia Medici, coordenadora da INCAB, checa uma armadilha fotográfica. O equipamento registra as espécies encontradas em um local – Foto: INCAB/IPÊ

O suporte financeiro e institucional para a realização das atividades da INCAB vem de diversas organizações, incluindo fundos de conservação de zoológicos nos Estados Unidos e Europa, fundações e ONGs conservacionistas internacionais, zoológicos e universidades brasileiros. A INCAB conta também com o suporte de doadores privados no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Atualmente, a INCAB conta com uma equipe de sete pessoas incluindo cinco profissionais em tempo integral – Patrícia Medici (Coordenadora), Renata Carolina Fernandes Santos (Veterinária), Caroline Testa José (Veterinária), Gabriel Denipoti (Biólogo) e José Maria de Aragão (Assistente de Campo) – e dois profissionais que atuam através de consultorias – Rafael Ruas Martins (Sistemas de Informações Geográficas) e Gabriela Pinho (Geneticista). A base da INCAB fica em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Anta liberada pela equipe do INCAB após receber o rádio-colar - Foto: INCAB/IPÊ

Anta liberada pela equipe do INCAB após receber o rádio-colar – Foto: INCAB/IPÊ

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