Bartolomé: o cartão postal de Galápagos

Rocha Pináculo na ilha Bartolomé, Galápagos - Foto: Fábio Paschoal

Rocha Pináculo na ilha Bartolomé, um dos ícones mais representativos de Galápagos – Foto: Fábio Paschoal

Capítulo 10 da série Galápagos: Ilhas Encantadas

Desembarcamos em uma praia de areia vermelha com cactos e arbustos esparsos que faziam sombra para os leões-marinhos que se abrigavam do sol quente. Fomos recebidos por um dos animais mais simpáticos do arquipélago. O pinguim-de-galápagos! A única espécie de pinguim encontrada no Hemisfério Norte! Dois deles andavam desajeitadamente pelo costão rochoso tentando chegar à água enquanto um socó-de-lava olhava fixamente para o mar, pronto para pegar um peixe.

[Veja a introdução e o sumário da série Galápagos: Ilhas Encantadas]

[Veja o capítulo 9 da série Galápagos: Ilhas Encantadas]

O pinguim-de-galápagos (Spheniscus mendiculus) é o único pinguim encontrado no Hemisfério Norte. Apesar de serem extremamente desajeitados em terra, são extremamente velozes na água - Foto: Fábio Paschoal

O pinguim-de-galápagos (Spheniscus mendiculus) é o único pinguim encontrado no Hemisfério Norte. Apesar de serem extremamente desajeitados em terra, são extremamente velozes na água – Foto: Fábio Paschoal

Socó-de-lava (Butorides s. sundevalli) - Foto: Fábio Paschoal

Socó-de-lava (Butorides s. sundevalli) – Foto: Fábio Paschoal

Leão-marinho-de-galápagos (Zalophus wollebaeki) descansa na sombra - Foto: Fábio Paschoal

Leão-marinho-de-galápagos (Zalophus wollebaeki) descansa na sombra – Foto: Fábio Paschoal

Era hora do mergulho! Dessa vez o mar não estava muito cheio de peixes e os leões-marinhos estavam mais preocupados em descansar do que em se alimentar. Mas, em Galápagos, os mamíferos marinhos não são as únicas atrações… Um animal passou rapidamente ao meu lado. A velocidade era tamanha que não foi possível identificar o bicho imediatamente. Nadei atrás dele até conseguir uma visão melhor e tive uma surpresa: aquelas criaturas lentas e desajeitadas em terra são como foguetes na água.

Os pinguins-de-galápagos se impulsionam batendo as asas constantemente e perseguem cardumes com uma velocidade incrível! É como se eles estivessem voando dentro d’água.

Após essa experiência fantástica era hora de explorar o interior da ilha.

Vulcão em forma de escudo à esquerda e Rocha Pináculo à direita - Foto: Fábio Paschoal

Vulcão em forma de escudo à esquerda e Rocha Pináculo à direita – Foto: Fábio Paschoal

Cones de respingo na ilha Bartolomé, Galápagos - Foto: Fábio Paschoal

Cones de respingo na ilha Bartolomé, Galápagos – Foto: Fábio Paschoal

Bartolomé se encontra no centro do arquipélago e é uma formação relativamente recente (1 milhão de anos). Aqui é possível voltar no tempo e entender como essas ilhas foram formadas. Os vulcões em Galápagos possuem um diâmetro grande e uma altura pequena. Isso acontece porque a lava demora para solidificar e escorre lentamente pelos lados do vulcão, que adquire uma forma de escudo. Durante as erupções, gases podem causar explosões que jogam massas de lava para fora da cratera e caem na periferia. Quando endurecem formam cones de respingo.

Outra formação interessante são os cones de poeira vulcânica. Encontrados normalmente na beira da água, os cones são formados quando a água do mar entra em contato com o magma e se transforma em vapor instantaneamente causando uma explosão. O magma é fraturado em partículas minúsculas que caem no chão. A poeira se acumula em alguns locais, endurece e forma cones de poeira. A Rocha Pináculo, a formação geológica mais icônica de Galápagos, é um cone de poeira vulcânica que sofreu erosão.

Arbustos da espécie Tiquilia nesiotica, da ilha Bartolomé - Foto: Fábio Paschoal

Arbustos da espécie Tiquilia nesiotica, da ilha Bartolomé – Foto: Fábio Paschoal

Cactos de lava (Brachycereus nesioticus) - Foto: Fábio Paschoal

Cactos de lava (Brachycereus nesioticus) – Foto: Fábio Paschoal

A paisagem inóspita rochosa e avermelhada, combinada com a ausência de animais, passa a sensação de que se estamos em outro planeta. Poucos seres vivos foram capazes de colonizar o lugar. No chão, arbustos acinzentados de Tiquilia crescem sobre a poeira vulcânica e cactos-de-lava se encontram esparsos, crescendo diretamente sobre rocha.

A fauna não esteve presente enquanto subíamos os 365 degraus. Mas, ao chegar ao topo do vulcão, a visão é de tirar o fôlego. Não é uma coincidência que esse é o lugar mais fotografado de Galápagos. O pôr do Sol é um dos mais belos que do arquipélago e foi uma maneira perfeita de encerrar o dia.

Em Galápagos existem vulcões que ainda estão ativos. Como este na ilha Bartolomé - Foto: Fábio Paschoal

Inicio da trilha para chegar ao topo da ilha Bartolomé – Foto: Fábio Paschoal

Pôr do Sol em Bartolomé, Um dos cartões postais de Galápagos - Foto: Fábio Paschoal

Pôr do Sol em Bartolomé, Um dos cartões postais de Galápagos – Foto: Fábio Paschoal

Voltamos para o navio e continuamos nossa viagem, rumo à ilha de Isabela. (Veja o capítulo 11 da série Galápagos: Ilhas Encantadas).

DICAS

Bartolomé é uma das atrações mais visitadas pelos turistas em Galápagos. A visão da parte mais alta da ilha é uma das mais belas e fotografadas do arquipélago. É um excelente local para aprender sobre formações vulcânicas e ainda existe a possibilidade de nadar com pinguins-de-galápagos.

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

  • Nadar com pinguins-de-galápagos
  • Formações vulcânicas
  • Rocha Pináculo
  • Cactos-de-lava
  • Arbusto endêmico: Tiquilia nesiótica
  • Pôr do Sol no topo da ilha
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