Leões africanos em perigo: população dos felinos caiu 42% nos últimos 21 anos

Leão (Panthera leo). São caçados em retaliação pela morte de pessoas e do gado na África. Seus ossos também podem ser vendidos para a fabricação de medicamentos. Eles entram como substitutos dos ossos de tigre que se tornam cada vez mais raros. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): vulnerável - Foto: Fábio Paschoal

Leão (Panthera leo). São caçados em retaliação pela morte de pessoas e do gado na África. Seus ossos também podem ser vendidos para a fabricação de medicamentos. Eles entram como substitutos dos ossos de tigre que se tornam cada vez mais raros.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): vulnerável – Foto: Fábio Paschoal

O rei das savanas africanas está em apuros. A população de leões caiu 42% nos últimos 21 anos, segundo a última atualização da Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).

A espécie continua na categoria vulnerável, principalmente porque esforços de conservação em Botsuana, Namíbia, África do Sul e Zimbábue resultaram em um aumento de 11% nas populações desses países. Porém, a maioria desses indivíduos vive em reservas fechadas que chegaram ao limite, e não conseguem abrigar mais leões.

O problema é maior em outras partes da África. Na maioria dos países a população de leões caiu 60%, em média. A pior situação é no oeste do continente, onde aproximadamente 400 leões restam em 17 nações, segundo estudo publicado no ano passado no periódico científico Plos One. Os felinos são classificados como criticamente ameaçados na região.

Os principais perigos são a perda de habitat, que faz as populações de leões e de suas presas diminuírem; e o crescimento da agricultura, responsável pelo aumento no número de conflitos entre felinos e humanos.

Os leões são os mais sociais de todos os felinos. Fêmeas da mesma família formam bandos, enquanto os machos se unem em coalizações para tentar conquistar um bando. Caçam de forma cooperativa e podem derrubar presas grandes, como girafas, búfalos, hipopótamos e até elefantes. Mas também se alimentam de animais de pequeno porte e, em situações de desespero, podem comer carniça. São caçados em retaliação pela morte de pessoas e do gado na África. Seus ossos também podem ser vendidos para a fabricação de medicamentos. Eles entram como substitutos dos ossos de tigre que se tornam cada vez mais raros - Foto: Fábio Paschoal

Os leões são os mais sociais de todos os felinos. Fêmeas da mesma família formam bandos, enquanto os machos se unem em coalizações para tentar conquistar um bando. Caçam de forma cooperativa e podem derrubar presas grandes, como girafas, búfalos, hipopótamos e até elefantes. Mas também se alimentam de animais de pequeno porte e, em situações de desespero, podem comer carniça – Foto: Fábio Paschoal

O tráfico internacional de ossos de leões também começa a crescer.  Eles começam a ser usados na medicina tradicional na Ásia (sem nenhuma comprovação científica) como substitutos para ossos de tigres que se tornam cada vez mais raros. Um dos problemas é que a Convenção sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES) permite a exportação de leões e partes do felino, assim como o comércio sob determinadas autorizações.

Para a IUCN, as populações de leões que se encontram em áreas protegidas e vivem em importantes regiões de ecoturismo na África não devem sofrer alterações, pelo menos em um futuro próximo. No entanto, as populações que carecem de proteção devem continuar a diminuir e talvez desapareçam nos próximos anos.

Segundo a IUCN, muitas estratégias regionais de conservação foram estabelecidas e estão dando resultado. Porém, mais vontade política e financiamento são necessários para salvar leões em toda a África.

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2 thoughts on “Leões africanos em perigo: população dos felinos caiu 42% nos últimos 21 anos

  1. De certa forma reconheço a preocupação da UICN , visto que a população humana aumenta em contrapartida a população animal diminui. Sería da responsabidade dos governos de cada estado proteger estes animais com a criação de leis que visam apelativas, correctivas, informativas etc.
    Por outro lado um levantamento populacional da presença de LEÕES em países ainda não explorados séria, como exempo ANGOLA.

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