Dia Mundial das Tartarugas (23 de maio)

A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) se encontra criticamente ameaçada de extinção segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: iStockphoto/Thinkstock

Hoje (23 de maio) é o Dia Mundial das Tartarugas (World Turtle Day). A data foi criada pela Ong American Tortoise Rescue com objetivo de proteger e obter apoio para a conservação de todas as espécies de tartarugas marinhas, cágados e jabutis do planeta.

Tartarugas marinhas no Brasil

As ameaças às tartarugas marinhas começam antes mesmo delas nascerem. Muitos ninhos ficam em praias movimentadas e podem ser pisoteados ou atacados por animais domésticos. A iluminação artificial é outro problema: além de desorientar os filhotes, que podem morrer por desidratação, ela pode espantar as mães que estão prestes a desovar.

Ainda há o lixo: na areia, atrapalha as fêmeas que querem construir os ninhos e os filhotes que precisam chegar ao mar; no oceano, pode ser confundido como alimento e às vezes é engolido por engano, podendo matar o animal.

A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é considerada vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) está ameaçada de extinção segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Zoonar/ Thinkstock

Mas a principal ameaça é a pesca incidental. As tartarugas ficam presas aos anzóis e redes, não conseguem subir à superfície e acabam morrendo afogadas. Para combater essa ameaça, o Projeto Tamar realiza, desde 2001, o Programa Interação Tartarugas Marinhas e Pesca, com a finalidade de reduzir a captura por acidente com ações de monitoramento e implementar medidas mitigadoras, como anzóis circulares e cortadores de linhas.

Para garantir o sucesso reprodutivo das tartarugas marinhas, as bases do Tamar em áreas de reprodução no litoral (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro) intensificam o trabalho nas praias e no mar durante esse período (setembro a março). A equipe do projeto monitora os locais de desova dia e noite.

As mães são identificadas assim que chegam às praias para desovar. A equipe também coleta amostras de pele para a realização de estudos genéticos. Os ninhos são escavados para coleta e análise de dados, como o tempo de incubação e a taxa de eclosão e espécie, entre outros.

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é considerada criticamente ameaçada de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Banco de imagens Tamar

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) está ameaçada de extinção segundo a IUCN - Foto: NOAA

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) está ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: NOAA

Se algum ninho estiver em local perigoso, os ovos são transferidos para outros trechos da praia mais seguros ou são colocados em cercados de incubação nas bases do Tamar. O momento de abertura dos ninhos pode ser acompanhado nos centros de visitantes e acontece em maior intensidade entre novembro e fevereiro.

O trabalho de educação ambiental e inclusão social, que já é feito junto às comunidades locais e aos turistas, continua e pode ser responsável pela manutenção de cerca de 70% dos ninhos no local original.

As informações obtidas são armazenadas e inseridas no Sistema de Informações sobre Tartarugas Marinhas (Sitamar).

Equipe do Tamar monitora filhotes de tartarugas após a abertura de ninho. A atividade pode ser acompanhada nos centros de visitantes das bases localizadas em áreas de reprodução (Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro) – Foto: Banco de imagens Tamar

Cerca de 1,5 milhão de filhotes de tartarugas-marinhas chegam ao mar a cada ano graças aos esforços do Projeto Tamar – Foto: iStockphoto/ Thonkstock

Mesmo com todos os problemas enfrentados pelas tartarugas-marinhas, o Tamar chegou a marca de 20 milhões de filhotes protegidos em 2014. O projeto segue na luta pela conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil.

Tartarugas-gigantes-de-galápagos

As tartarugas-gigantes são o coração e a alma de Galápagos. Elas prosperavam no arquipélago, mas sofreram com piratas que as caçavam por sua carne e com espécies introduzidas que competiam por seu alimento. A população caiu drasticamente e quatro espécies foram extintas, mas graças aos esforços do Parque Nacional Galápagos e do Centro de Pesquisas Charles Darwin elas, e toda a vida selvagem existente nas ilhas, têm uma chance de prosperar novamente.

[Veja o post a luta para evitar a extinção das tartarugas-gigantes de Galápagos para saber mais sobre a conservação da espécie]

O Parque Nacional Galápagos estuda a possibilidade do início de um projeto de reprodução e criação em cativeiro para recuperar a espécie de tartarugas-gigantes da ilha de Pinta. O programa já é realizado com outras espécies que estão sendo reintroduzidas em suas ilhas de origem - Foto Fábio Paschoal

As tartarugas-gigantes de Galápagos (Chelonoidis nigra) são consideradas vulneráveis pela IUCN – Foto Fábio Paschoal

Nada mais justo do que um dia para lembrar da importância desses animais para o planeta.

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