Nasce 100ª ararinha-azul em cativeiro

Centurion, a centésima ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) nascida em cativeiro - Foto: AWWP/Reprodução do Facebook

Centurion, a centésima ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) nascida em cativeiro – Foto: AWWP/Reprodução do Facebook

Centurion é o centésimo filhote de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) nascido em cativeiro. O evento ocorreu na sede da Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), ONG localizada no Catar parceira do ICMBio no Projeto Ararinha na Natureza. A espécie é considerada extinta na natureza e existe somente em cativeiro.

[Veja o post Ararinha-azul: espécie extinta na natureza pode voltar à Caatinga]

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O Projeto faz parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul (PAN Ararinha-azul), lançado em 2011. O objetivo é aumentar a população da espécie em cativeiro até que seja viável fazer a reintrodução na natureza.

No programa de reprodução em cativeiro, os casais são formados após passarem por mapeamento genético. Com isso, existe uma probabilidade maior de gerar filhotes saudáveis. “As restrições genéticas da espécie são um desafio. Nossos parceiros tem superado os obstáculos, o que nos faz acreditar que conseguiremos, em breve, retornar a espécie ao seu local de origem: a caatinga baiana”, avalia Camile Lugarini, veterinária do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), em entrevista para o ICMBio.

Filhotes de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) que nasceram esse ano na AWWP – Foto: AWWP

O nascimento de Centurion foi o décimo do ano, ultrapassou a meta de crescimento da população, e anima os pesquisadores. “Para garantir um crescimento sustentável da população, é necessário um aumento de 10% ao ano no número de aves”, diz o diretor da AWWP, Cromwell Purchase, em entrevista ao ICMBio. “Alcançamos este número pela primeira vez, em 2015. Estamos muito animados. É um marco para o Programa”, comemora Purchase.

Este foi mais um passo para a reintrodução da espécie em seu habitat natural, a Caatinga e permite que o cronograma para a reintrodução seja mantido. “As conquistas reforçam a esperança de voltar a ver as aves voando livres, novamente”, declarou a AWWP, em nota.

Porém, antes de soltar as aves na natureza, ainda é necessário recuperar o ambiente das ararinhas-azuis e fazer um trabalho de educação ambiental com a população local. “A perda de habitat e o tráfico levaram a ararinha-azul a desaparecer da natureza. Se as pessoas não caçarem, não comprarem e denunciarem o tráfico de animais silvestres, seguramente teremos um número menor de espécies em risco de extinção no Brasil”, destaca o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino, em entrevista para o ICMBio

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está possivelmente extinta na natureza, segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)

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3 thoughts on “Nasce 100ª ararinha-azul em cativeiro

  1. Bom saber que outra ararinha azul nasceu,eu quero saber se tem alguma novidade sobre a ararinha azul avistada em curaçá? Agradeço.

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