Serengeti: a planície infinita

Gazelas-de-grant (Nanger granti) na planície infinita - Foto: Fábio Paschoal

Gazela-de-grant (Nanger granti) na planície infinita – Foto: Fábio Paschoal

Capítulo 8 da série África Selvagem: Em Busca da Grande Migração

Conforme descemos as escarpas da Cratera de Ngorongoro, o clima se torna extremamente árido, as árvores começam a ficar cada vez mais esparsas até que desaparecem completamente e um mar de grama é tudo o que se pode ver até o horizonte. “Bem vindos ao Serengeti” disse George, nosso guia.

[Veja a introdução e o sumário da série África Selvagem: Em Busca da Grande Migração]

[Veja o capítulo 7 da série África Selvagem: Em Busca da Grande Migração]

Leão bebe água em uma das poucas poças que sobraram no sul do Serengeti. Os predadores espreitam as presas em lagos e rios durante a temporada de seca - Foto: Fábio Paschoal

Leão bebe água em uma das poucas poças que sobraram no sul do Serengeti. Os predadores espreitam as presas em lagos e rios durante a temporada de seca – Foto: Fábio Paschoal

As gazelas-de-thonson (Eudorcas thomsonii) vivem em planícies do Kenya e da Tanzânia. Se alimentam basicamente de grama, mas podem incluir outras plantas herbáceas e frutas em sua dieta. Elas seguem uma roa similar à dos gnus na Grande Migração, mas permanecem por mais tempo em terras secas porque conseguem sobreviver com pouca água - Foto: Fábio Paschoal

As gazelas-de-thomson (Eudorcas thomsonii) vivem em planícies do Kenya e da Tanzânia. Se alimentam basicamente de grama, mas podem incluir outras plantas herbáceas e frutas em sua dieta. Elas seguem uma rota similar à dos gnus na Grande Migração, mas permanecem por mais tempo em terras secas porque conseguem sobreviver com pouca água – Foto: Fábio Paschoal

Serengeti significa planície infinita na língua Massai. Aqui, nesses campos abertos e extensos, é possível andar por horas sem ver um único ser vivo. Mas qualquer sensação de vazio é uma mera ilusão. O mar de grama sustenta uma das maiores aglomerações de vida selvagem na Terra e é um dos melhores lugares para a observação de animais na África e no mundo.

George procurando por animais no Serengeti - Foto: Fábio Paschoal

George procurando por animais no Serengeti – Foto: Fábio Paschoal

O lagarto-agama (Agama mwanzae) divide os afloramentos rochosos do Serengeti com os leões - Foto: Fábio Paschoal

O lagarto-agama (Agama mwanzae) divide os afloramentos rochosos do Serengeti com os leões – Foto: Fábio Paschoal

Com 15.000 quilômetros quadrados o Parque Nacional Serengeti foi nomeado Patrimônio Mundial da Humanidade em 1978 e Reserva da Biosfera em 1981 pela UNESCO. O ecossistema sustenta algumas das maiores populações de mamíferos do mundo. A Grande Migração dos gnus, zebras e gazelas acontece na planície infinita, e os predadores sabem disso. Leões preferem afloramentos rochosos, leopardos escalam árvores, guepardos sobem montes de cupins. Eles buscam lugares mais altos para observar e esperam, pacientemente, por suas presas. E elas chegam aos milhões em busca das chuvas que fazem a grama crescer.

Chegamos em nosso acampamento e fomos dormir, ao som de leões e hienas, com a esperança de presenciar um dos grandes eventos da natureza no dia seguinte. (Veja o capítulo 9 da série África Selvagem: Em Busca da Grande Migração)

Hienas (Crocuta crocuta) competem por comida com leões, guepardos e leopardos. As vezes roubam a presa, ou parte dela, de algum rival - Foto: Fábio Paschoal

Hienas (Crocuta crocuta) competem por comida com leões, guepardos e leopardos. As vezes roubam a presa, ou parte dela, de algum rival – Foto: Fábio Paschoal

O Serengeti também é a casa de belas borboletas - Foto: Fábio Paschoal

O Serengeti também é a casa de belas borboletas – Foto: Fábio Paschoal

ACAMPAMENTOS

É possível ficar hospedado em acampamentos dentro do Parque Nacional Serengeti. Eles são mais baratos do que os luxuosos lodges e você se sente mais integrado com a natureza. O rugido de leões e as risadas das hienas a noite são lembranças que serão impossíveis de esquecer.

Acampamento no Parque Nacional Serengeti - Foto: Fábio Paschoal

Acampamento no Parque Nacional Serengeti – Foto: Fábio Paschoal

DICAS

É impossível prever com antecedência o local exato da Grande Migração, mas a o Serengeti é fantástico durante o ano inteiro. A temporada de seca (junho a outubro) é a melhor para a observação de fauna. A vegetação é menos densa e os animais se concentram em lagoas e rios. Também é a melhor época para ver as grandes manadas de gnus. Os dias são ensolarados e quase não chove. Há poucos mosquitos e a chance de pegar malária é menor. Porém, as noites e as manhãs são frias e o parque fica lotado de turistas, especialmente na área de Seronera.

Estorninho-de-hildebrandt (Lamprotornis hildebrandti). Com mais de 500 espécies, o Serengeti é um ótimo lugar para observadores de aves - Foto: Fábio Paschoal

Estorninho-de-hildebrandt (Lamprotornis hildebrandti). Com mais de 500 espécies, o Serengeti é um ótimo lugar para observadores de aves – Foto: Fábio Paschoal

O secretário (Sagittarius serpentarius) vaga pelas planícies do Serengeti em busca de insetos, e roedores. lagartos e cobras também fazem parte do cardápio - Foto: Fábio Paschoal

O secretário (Sagittarius serpentarius) vaga pelas planícies do Serengeti em busca de insetos e roedores. Lagartos e cobras também fazem parte do cardápio – Foto: Fábio Paschoal

A temporada de chuvas (novembro a maio) é a melhor para observação de aves. Entre janeiro e fevereiro é a época dos antílopes darem a luz e as planícies ficam repletas de filhotes e as chances de ver um predador caçando aumentam bastante. Durante a baixa temporada (abril e maio) o parque é visitado por menos turistas e é possível conseguir preços melhores para se hospedar nos lodges e acampamentos.

É difícil observar cobras no Serengeti. Se você der sorte talvez uma apareça no meio da estrada - Foto: Fábio Paschoal

É difícil observar cobras no Serengeti. Se você der sorte talvez uma apareça no meio da estrada – Foto: Fábio Paschoal

Chegando a pesar até 19 quilos, a abetarda-gigante (Ardeotis kori) é a ave mais do mundo que possui a capacidade de voar - Foto: Fábio Paschoal

Chegando a pesar até 19 quilos, a abetarda-gigante (Ardeotis kori) é a ave mais pesada do mundo com a capacidade de voar – Foto: Fábio Paschoal

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3 thoughts on “Serengeti: a planície infinita

  1. olia gostaria de saber o valor para tres pessoas dois adultos e uma crianca para um sfari no serengeti…

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