Abutres podem entrar em extinção diante de nossos olhos na África e na Europa

Abutre-real (Torgos tracheliotus), com as asas abertas, encontrado na África e na Ásia (espécie vulnerável segundo a IUCN). Abutres-de-rüppell (Gyps rueppellii), no chão com a ponta do bico claro, são encontrados na África (espécie ameaçada segundo a IUCN). Abutres-africanos (Gyps africanus), no chão com a ponta do bico escuro, são encontrados na África (espécie ameaçada segundo a IUCN) - Foto: iStock/Thinkstock

Abutre-real (Torgos tracheliotus), com as asas abertas, encontrado na África e na Ásia (espécie vulnerável segundo a IUCN). Abutres-de-rüppell (Gyps rueppellii), no chão com a ponta do bico claro, são encontrados na África (espécie ameaçada segundo a IUCN). Abutres-africanos (Gyps africanus), no chão com a ponta do bico escuro, são encontrados na África (espécie ameaçada segundo a IUCN) – Foto: iStock/Thinkstock

Abutres, assim como os urubus encontrados nas Américas, comem as carcaças de animais em decomposição, ajudam a limpar o ambiente e previnem a disseminação de doenças. Por isso são essenciais para o ecossistema e para a nossa saúde. No entanto, segundo a BirdLife International (parceria global entre organizações conservacionistas que visa preservar as aves e os habitats onde elas são encontradas), os abutres se tornaram rapidamente um dos grupos de aves mais ameaçados de extinção no planeta.

Segundo o site da entidade, a droga veterinária diclofenac, usada para combater inflamações em animais domésticos, foi responsável pela morte de 99% dos abutres na Índia, Paquistão e Nepal. O medicamento está sendo comercializado em pelo menos dois países Europeus (Espanha e Itália).

Abutre-barbudo (Gypaetus barbatus) encontrado na África, Europa e na Ásia. Espécie quase ameaçada de extinção segundo a IUCN - Foto: iStock/Thinkstock

Abutre-barbudo (Gypaetus barbatus) encontrado na África, Europa e na Ásia. Espécie quase ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: iStock/Thinkstock

Ao mesmo tempo, na África, caçadores ilegais matam elefantes em busca de marfim e envenenam as carcaças para matar os abutres. Assim, fica mais difícil para as autoridades encontrarem os corpos e os criminosos têm mais tempo para escapar. As aves também são mortas para que partes de seus corpos sejam usadas na medicina tradicional. Perda de habitat e colisões com fios de alta tensão são outras ameaças.

Abutre-do-egito (Neophron percnopterus) encontrado na Europa, Ásia e África. Espécie ameaçada de extinção segundo a IUCN - Foto: iStock/Thinkstock

Abutre-do-egito (Neophron percnopterus) encontrado na Europa, Ásia e África. Espécie ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: iStock/Thinkstock

“Três em cada quatro espécies de abutres do velho mundo estão globalmente ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)” disse Kariuki Ndanganga, coordenador da BirdLife Africa’s Species Programme, para a BirdLife International. “A não ser que ameaças sejam identificadas e combatidas rapidamente e efetivamente, abutres na África e na Europa podem entrar em extinção diante de nossos olhos.”

Abutre-preto (Aegypius monachus) encontrado na Europa e na Ásia. Espécie quase ameaçada de extição segundo a IUCN - Foto: iStock/Thinkstock

Abutre-negro (Aegypius monachus) encontrado na Europa e na Ásia. Espécie quase ameaçada de extição segundo a IUCN – Foto: iStock/Thinkstock

Abutre-de-cabeça-vermelha (Sarcogyps calvus) encontrado no Sudeste Asiático, sobretudo na Índia. Espécie criticamente ameaçada de extinção segundo a IUCN - Foto: Dibyendu Ash/ Crative Commons

Abutre-de-cabeça-vermelha (Sarcogyps calvus) encontrado no Sudeste Asiático, sobretudo na Índia. Espécie criticamente ameaçada de extinção segundo a IUCN – Foto: Dibyendu Ash/ Crative Commons

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Com o objetivo de impedir a extinção dos abutres na Europa e na África, a BirdLife International lançou a campanha mundial Stop Vulture Poison Now (Pare o Envenenamento de Abutres Agora, na tradução literal para o português)  para tentar arrecadar dinheiro para ser investido na preservação das aves (Veja o vídeo da campanha, em inglês, no final do post).

Jim Lawrence, coordenador do Programa de Prevenção de Extinções da Bridlife, disse em entrevista para a Bridlife International que é preciso banir o diclofenac veterinário na Europa e rever as ameaças enfrentadas pelas espécies africanas para tomar as medidas necessárias rapidamente. Ele termina fazendo um apelo “Seu apoio é vital e fará uma real diferença para o sucesso deste trabalho. Então, por favor, doe generosamente e nos ajude a manter os abutres voando alto como eles devem voar.”

Veja, abaixo, o vídeo da campanha em inglês

 

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